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Bem Vindo!As normas que regulamentam a instalação de SPDA (Sistemas de Proteção contra Descargas Atmosféricas) ficaram adormecidas por aproximadamente 20 anos, quando em 1993 a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) atualizou essas normas, as quais passaram a compor a NBR 5419, que teve como referência as normas da IEC (International Eletrical Comission) 61024. Com a edição dessa norma muitos conceitos foram atualizados e novas técnicas passaram a compor os novos sistemas de proteção fazendo com que atingissem eficiências muito boas. Das novidades podemos destacar as principais:
No caso do uso das próprias ferragens estruturais existem diversos problemas a serem contornados. O primeiro problema é como garantir a continuidade vertical das ferragens já que não existe essa preocupação durante o processo da construção civil, uma vez que ela não é necessária, estruturalmente falando. Seria necessária a presença de uma pessoa especializada durante a execução de toda a estrutura, trazendo um ônus alto. Problemas de descontinuidade da estrutura como redução de seção, deslocamento de pilares e alvenaria estrutural são mais alguns dos muitos problemas que esta opção apresenta. Outro problema a ser contornado é convencer os calculistas estruturais a usarem a própria estrutura sem ter que assumir uma responsabilidade solidária com a estrutura. Por esses motivos e muitos outros e para não depender de fatores que estão fora do nosso controle e alcance, e garantir a execução do projeto da forma mais confiável, fácil de fiscalizar, fácil de executar, por custos bem abaixo dos demais sistemas normalizados, optamos por desenvolver o trabalho na segunda opção da norma, ou seja, o uso da barra adicional galvanizada a fogo dentro do concreto armado, conforme o Anexo D da norma.
Tem como concepção garantir a continuidade elétrica das ferragens estruturais com a instalação de uma barra adicional para esse fim, fazendo também com que as demais ferragens nos ajudem a dissipar as correntes da descarga atmosférica, aumentando a eficiência e a proteção contra raios. Essa filosofia é contemplada na norma NBR 5419 desde 1993 e usada há dezenas de anos em países desenvolvidos, antes de ser incorporada à norma. O projeto do SPDA deverá definir o nível de proteção, levando em consideração o tipo de construção e a utilização da edificação, bem como eventuais riscos pessoais e coletivos. Deverá definir os critérios técnicos levando em consideração o projeto estrutural, o projeto arquitetônico e os projetos de instalações. Este deverá ser bem claro e detalhado de modo a facilitar a execução durante a concretagem e os arremates finais (captação e equalizações). O projetista deverá sanar eventuais dúvidas, principalmente se o cliente ainda não estiver familiarizado com o sistema.
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